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Petrobras projeta cenário desafiador para preços do petróleo em 2025

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, avaliou nesta sexta-feira (28) que o próximo ano deve ser ‘bastante difícil’ para os preços do petróleo. Durante coletiva sobre o plano de negócios 2026-2030 da empresa, a executiva explicou que a estatal separou projetos maduros daqueles que ainda não estariam avançados.

Dos US$ 91 bilhões dos projetos listados no portfólio em implantação, US$ 81 bilhões são ativos já contratados, enquanto outros US$ 10 bilhões são investimentos em projetos que estão ‘sub judice’.

Os projetos ‘sub judice’, esclareceu, serão reavaliados porque vão disputar espaço dependendo de cenários de câmbio, cotação do petróleo Brent e capacidade de financiamento da companhia.

‘É para garantir financiabilidade e adequação de projetos à realidade futura de mercado’, afirmou.

Sobre combustíveis fósseis

Na coletiva, Magda Chambriard destacou que os combustíveis fósseis continuarão necessários nas próximas décadas. Por isso, avaliou, o petróleo brasileiro terá papel de destaque no cenário global por ter uma das menores pegadas de carbono.

Chambriard afirmou que a empresa vai explorar novas fronteiras petrolíferas ‘com excelência’, para recompor reservas quando a produção da companhia começar a declinar. Disse também que o petróleo, no primeiro semestre do ano passado, estava cotado a US$ 83 o barril, contra os atuais US$ 62 por barril, o que desafia a robustez dos projetos da petroleira.

Cenário conservador para projetar curva de produção

Segundo a CEO, a estatal considerou um cenário conservador para projetar a curva de produção da companhia nos próximos cinco anos. Segundo ela, é possível que a empresa venha a superar a produção prevista, mas assumiu cautela nas estimativas.

‘Não queremos prometer; quando prometemos é porque sabemos que vai ser possível [produzir mais do que o projetado]. Estamos assumindo cautela. Mas olhando o histórico do último ano, é possível que entreguemos mais produção do que prevemos em nosso plano’, disse Chambriard.

Presente na teleconferência, a diretora de exploração e produção, Sylvia Anjos, afirmou que a empresa tem buscado aumentar a eficiência operacional da produção, o que tem dado resultado.

Já a diretora de engenharia, tecnologia e inovação, Renata Baruzzi, destacou que ‘o nome do jogo é antecipar projetos’, e que a companhia trabalha para antecipar o início da operação comercial da plataforma P-80 para o segundo semestre do próximo ano.

‘Nossa ideia é que ela saia [do estaleiro] tripulada, como fizemos com a P-79. Não posso prometer [o início da produção da P-80] porque no segundo semestre o mar está muito movimentado. Com a P-78, tivemos dificuldades para ancorar’, disse Baruzzi.

A P-80 será um navio-plataforma (FPSO, na sigla em inglês) que será instalada no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Terá capacidade de processar 225 mil barris de petróleo por dia e até 12 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) de gás natural.

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